Pesquisa avalia a saúde bucal da população brasileira

No DF, serão estudados 48 setores censitários nas sete regiões de saúdeCom informações do Ministério da Saúde.

Pesquisa avalia a saúde bucal da população brasileira

Para avaliar a saúde bucal da população brasileira, o Ministério da Saúde promove, a cada 10 anos, o SB Brasil. Em virtude da pandemia do coronavírus, a edição de 2020 foi adiada para execução em 2021-2022. Por meio da parceria com universidades federais, o levantamento deve avaliar mais de 50 mil pessoas pelo País.

 

No Distrito Federal, serão envolvidos 48 setores censitários, que são unidades territoriais definidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas sete regiões de saúde. A seleção dessas áreas ocorreu mediante sorteio realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), instituição técnica responsável pela pesquisa.

 

A gerente de Serviços de Odontologia da Secretaria de Saúde, Alessandra de Castro, explica que o levantamento é imprescindível para orientar a construção das políticas públicas referentes à saúde bucal no DF. “Essa pesquisa ajuda a otimizar o uso dos recursos e a melhorar o acesso dos usuários aos serviços odontológicos”, aponta.

 

As equipes de campo responsáveis pela coleta dos dados são compostas por profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS). A gerente de Serviços de Odontologia informa que aqui no DF serão 16 equipes, cada uma composta por três profissionais: cirurgião dentista, técnico em higiene dental e agente comunitário de saúde.

 

“Um integrante da equipe de campo, devidamente identificado, vai até a casa selecionada para conversar com os moradores. É feita uma coleta inicial dos dados e, em seguida, agendada uma data para retorno, ocasião em que o cirurgião dentista da SES-DF realiza o exame físico”, esclarece Alessandra.

 

A partir dos dados coletados, a intenção é identificar os principais problemas de saúde bucal que se sobressaem entre a população do DF e do país, tais como cárie dentária, doenças bucais recorrentes, condições de acesso a serviços odontológicos, entre outros.

 

Para chegar aos resultados, ela pede que a população colabore e aceite receber as equipes em seu domicílio. “É importante que todos estejam mobilizados, profissionais de saúde e população, para que possamos traçar o cenário da saúde bucal do nosso território”, indica.

Sobre o estudo

 

A amostra da pesquisa inclui 395 municípios, 26 capitais e o Distrito Federal. A estimativa é avaliar mais de 50 mil pessoas, residentes em regiões urbanas de todo o território nacional. O público-alvo são indivíduos entre 5 anos e 12 anos de idade, além de grupos etários de 15 a 19 anos, 35 a 44 anos, 65 a 74 anos.

 

A metodologia envolve coleta de dados socioeconômicos com a aplicação de questionário e avaliação bucal por meio de exame físico. O levantamento ocorre no primeiro semestre de 2022, ainda sem data definida.