É preciso parar de alimentar o lobo mau, diz general

É preciso parar de alimentar o lobo mau, diz general

Ex-porta-voz da Presidência da República, o general Otávio do Rêgo Barros recorre a uma fábula para falar do perigo de o país continuar alimentando a ânsia golpista do presidente Jair Bolsonaro. Ele compara o chefe do Executivo a um lobo mau, que dissemina a discórdia e precisa, urgentemente, parar de ser alimentado. Em artigo publicado nesta quarta-feira (01/09), no Correio, ele afirma que é “doloroso reconhecer o mal que a discórdia, que vem se impregnando em nossa sociedade, faz a todos nós”. O general recorre ao livro de Luciano Huck, De porta em porta, para descrever como vê o atual momento. Nas primeiras páginas, o autor relata uma fábula atribuída ao povo indígena cherokee. Um velho diz ao neto: “há uma batalha sendo travada dentro de mim, uma luta terrível entre dois lobos. Um é maligno — raivoso, ganancioso, ciumento, arrogante e covarde. O outro é bondoso — pacífico, amoroso, modesto, generoso, honesto e confiável. Esses dois lobos também estão lutando dentro de você e de todas as outras pessoas”. Depois de um momento, o garoto pergunta: “Qual dos dois lobos vai vencer?” O velho sorri e responde: “O lobo que você alimentar”. Segundo Rêgo Barros, “nossas referências parecem apontar para os lobos deficientes de senso público e harmonia coletiva, que instigam impensadamente o enfrentamento”. E acrescenta que as divergências, neste momento, “poderão deixar sequelas duradouras em peões arregimentados em nome” da alcateia, “preocupada tão somente com a manutenção do status quo de poder conseguido a golpe de sorte e momento de descrença”. O general afirma quer quer alimentar o lobo saudável. “O lobo do bem!”