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Hospital de Base reduz casos de infecção hospitalar após reforço de medidas de segurança

Hospital de Base reduz casos de infecção hospitalar após reforço de medidas de segurança

Data de Publicação: 22 de maio de 2026 06:08:00 Campanha “Adorno Zero” orienta profissionais a não utilizarem acessórios durante o atendimento para diminuir o risco de transmissão de doenças Por Giovanna Inoue

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Hospital de Base reduz casos de infecção hospitalar após reforço de medidas de segurança

Campanha “Adorno Zero” orienta profissionais a não utilizarem acessórios durante o atendimento para diminuir o risco de transmissão de doenças

 

Por Giovanna Inoue

 

Medidas adotadas pelo Hospital de Base do Distrito Federal para reforçar a proibição do uso de acessórios por profissionais de saúde ajudaram a reduzir em 20% os casos de infecções hospitalares entre 2024 e 2025. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas à segurança dos pacientes e à prevenção de contaminações dentro da unidade.

Entre as medidas está a campanha “Adorno Zero”, que orienta equipes assistenciais a não utilizarem acessórios durante o trabalho em áreas hospitalares, especialmente no Centro Cirúrgico. Anéis, pulseiras, relógios, brincos, correntes e outros itens podem acumular bactérias, vírus e fungos e dificultar a higienização adequada das mãos, aumentando o risco de transmissão de doenças dentro do ambiente hospitalar.

A ação vem sendo reforçada nesta semana pelas equipes do Centro Cirúrgico do Hospital de Base, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), principalmente devido à grande circulação de profissionais em formação na unidade.

A coordenadora do Centro Cirúrgico, Ana Cristina Neves, explica que o reforço das orientações é permanente devido à chegada frequente de novos residentes e profissionais. “Como somos uma unidade que recebe constantemente profissionais em formação, esse trabalho de conscientização precisa ser contínuo para garantir a segurança dos pacientes e das equipes”, afirma.

A campanha integra outras estratégias de prevenção adotadas pela rede, como o Programa de Redução de Infecção em Cirurgias (PRISC). Segundo a gerente de Planejamento em Saúde da Diretoria de Atenção à Saúde (Diase), Fernanda Hak, pequenas atitudes ajudam a reduzir riscos dentro do ambiente hospitalar.

“É uma ação simples, mas que faz diferença diretamente na segurança dos pacientes ao diminuir os riscos de infecção”, destaca.

O médico infectologista do Hospital de Base, Tazio Vanni, explica que pacientes mais fragilizados, como pessoas internadas ou em recuperação de cirurgias, estão entre os mais vulneráveis às contaminações.

“Mesmo após a higienização das mãos, acessórios podem dificultar a limpeza completa e favorecer a permanência de bactérias e outros germes”, alerta.

Além da possibilidade de transmissão de doenças, os acessórios também podem provocar acidentes durante os atendimentos e procedimentos, já que há risco de enroscarem em equipamentos e materiais hospitalares.

A campanha é realizada com apoio da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa e do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (NCIH) do Hospital de Base.

O que é considerado adorno?

De acordo com a política institucional, é considerado adorno qualquer acessório utilizado como enfeite, mesmo que tenha alguma função prática. Entram nessa lista anéis e alianças, pulseiras, relógios, colares, correntes, brincos, broches, piercings expostos, gravatas e itens semelhantes.

A única exceção é o uso de óculos de grau, por serem indispensáveis para a visão do profissional. Ainda assim, eles devem ser higienizados regularmente e não podem ser utilizados com cordões ou correntes.

A anestesiologista Nadja Corrêa Graça explica que até mesmo o crachá precisa seguir cuidados específicos dentro do Centro Cirúrgico.

“Mesmo sendo obrigatório para identificação, ele deve ficar guardado dentro do pijama cirúrgico para evitar risco de contaminação dos pacientes”, orienta.

A campanha também reforça o uso correto da máscara, que deve cobrir nariz, boca e queixo durante todo o atendimento.

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