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Teste da orelhinha está disponível em todas as maternidades da rede pública de saúde do DF

Teste da orelhinha está disponível em todas as maternidades da rede pública de saúde do DF

Data de Publicação: 7 de janeiro de 2026 12:44:00 Exame é feito nos primeiros dias de vida do bebê e pode indicar precocemente problemas auditivos, que tendem a piorar na vida adulta Por Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realiza o teste da orelhinha, também chamado de triagem auditiva neonatal, em todas as maternidades da rede pública de saúde. O exame é fundamental para identificar precocemente possíveis alterações auditivas que podem impactar o desenvolvimento da fala, da linguagem e da comunicação da criança. 

De janeiro a outubro de 2025, o DF registrou 23 mil desses procedimentos. Já em 2024, foram aproximadamente 35,3 mil exames. Segundo Ocânia da Costa Vela, referência técnica distrital (RTD) de fonoaudiologia da SES-DF, a pasta, com essa cobertura, assegura que os recém-nascidos sigam sendo avaliados antes da alta hospitalar.

Teste da orelhinha é importante para prevenção e combate à surdez | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

“Quanto mais cedo se identifica uma alteração, mais chances a criança tem de desenvolver linguagem, interação social e comunicação oral de maneira plena”

Ocânia Vela, fonoaudióloga da Secretaria de Saúde

“Manter a triagem auditiva logo nos primeiros dias de vida é essencial para o diagnóstico precoce de prevenção e combate à surdez”, reforça a gestora. “Quanto mais cedo se identifica uma alteração, mais chances a criança tem de desenvolver linguagem, interação social e comunicação oral de maneira plena.”

Quando o bebê não passa no exame, é encaminhado, via regulação, para serviços especializados de diagnóstico e acompanhamento, como o Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal) e o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), habilitados pelo Ministério da Saúde. Esses serviços oferecem avaliação, diagnóstico completo, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento terapêutico.

De acordo com Ocânia, a audição pode ser afetada em qualquer idade. As causas vão desde infecções e fatores genéticos até a exposição prolongada a sons muito altos, principal motivo de perda auditiva.

Quando fazer o exame

O teste deve ser aplicado preferencialmente nas primeiras 48 horas de vida, ainda na maternidade, e, no máximo, até 30 dias após o nascimento. Caso a criança não tenha feito o exame na alta, é possível retornar à maternidade de origem até 90 dias de vida. Após esse período, o exame pode ser agendado via regulação.

 

Rápido, indolor e seguro, o procedimento é feito com o bebê dormindo, por meio da emissão otoacústica evocada (EOAE), que detecta a resposta das células da cóclea (estrutura em forma de caracol do ouvido externo). 

Há vários recursos tecnológicos para a habilitação e a reabilitação da pessoa com deficiência auditiva para uma melhora na linguagem e nos resultados socioemocionais — como próteses auditivas como o implante coclear (IC) e a prótese auditiva ancorada no osso (PAAO), ambas ofertadas na Atenção Hospitalar. O tratamento é feito de acordo com cada caso. Essas tecnologias são fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos serviços que compõem a rede de cuidados à pessoa com deficiência.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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