Português (Brasil)

Morre desembargador Mauricio Miranda, do TJDFT, aos 60 anos

Morre desembargador Mauricio Miranda, do TJDFT, aos 60 anos

Data de Publicação: 4 de janeiro de 2026 11:03:00 Ana Maria Campos Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

Compartilhe este conteúdo:

ANA MARIA CAMPOS

Morreu nesta manhã (04) o desembargador Maurício Silva Miranda, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Ele foi internado há dois dias em Goiânia. A suspeita é de dengue ou leptospirose, mas ainda não há um diagnóstico oficial.

 

Querido e respeitado no meio jurídico, Mauricio Miranda, 60 anos, se tornou conhecido no Distrito Federal pelo trabalhou como promotor do Júri. Atuou em casos de grande repercussão, como o dos assassinos do jornalista Mário Eugênio, dos jovens que queimaram o índio Galdino e o Crime da 113 Sul.

 

Em maio de 2023, foi nomeado desembargador pelo presidente Lula para o quinto constitucional do Ministério Público do Distrito Federal no TJDFT. Fazia parte da 7ª Turma Cível e a 1ª Câmara Cível.

 

Goiano, Maurício Miranda formou-se em direito pela Universidade de Brasília (UnB) e em economia pelo Centro Universitário do DF (UDF).

 

Era mestre em direito pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Ingressou na carreira de promotor de Justiça do MPDFT em 1991. Antes, exerceu o mesmo cargo no Ministério Público de Goiás (MPGO). Foi professor de direito penal por mais de 15 anos.

 

No MPDFT, atuou no Júri de Taguatinga (1991 até 1994), de Brasília (de 1994 até 2017), na Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida), de 2017 até 2019, na 12ª Procuradoria de Justiça Cível do MPDFT, no Conselho Superior e na 1ª Câmara de Coordenação e Revisão.

 

Em recente entrevista ao desembargador Roberval Belinati, primeiro vice-presidente do TJDFT, Mauricio Miranda falou sobre o legado que esperava deixar. Seu desejo era concluir sua trajetória com a certeza de que “fiz o que pude e fiz bem-feito”.

Comoção

A divulgação da morte de Maurício Miranda causou uma comoção entre magistrados e promotores de Justiça. “Muita tristeza”, disse o desembargador Leonardo Bessa, do TJDFT. Os dois eram amigos desde os tempos do MPDFT, onde Bessa também atuou como promotor de Justiça e procurador-geral de Justiça.

 

A promotora de Justiça Fabiana Costa, ex-procuradora-geral de Justiça, também está em choque. “Maurício Miranda deixou um grande legado como profissional e como ser humano. O Ministério Público está em profundo luto”, afirmou ao Correio. “Ele era uma pessoa do bem”, acrescentou.

 

A delegada Mabel Corrêa, que atuou em vários casos de Miranda, manteve um relacionamento profissional de respeito e admiração pelo promotor e desembargador. “Ele era uma pessoa simples, extremamente inteligente, sério, brilhante nos júris. Em momentos muito complexos, em que me senti sozinha na minha instituição, eu tive o apoio do Ministério Público e do Judiciário na pessoa dele para restabelecer a verdade dos fatos”, afirmou Mabel.

 

Manifestações

Em nota, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) manifestou profundo pesar pelo falecimento de Maurício Silva Miranda. “Ao longo de sua trajetória, Maurício Silva Miranda destacou-se pela dedicação ao serviço público, pelo compromisso com a Justiça e pela conduta íntegra no exercício das funções institucionais”, diz o texto.

 

OAB-DF também se manifestou. “Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a Justiça e pela atuação firme na defesa do interesse público. Maurício Miranda construiu uma carreira respeitada no meio jurídico do Distrito Federal e do país”.

 

Compartilhe este conteúdo:

  Seja o primeiro a comentar!

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Envie seu comentário preenchendo os campos abaixo

Nome
E-mail
Localização
Comentário

VOCÊ É A FAVOR DO ABORTO


VOCÊ É A FAVOR DO ABORTO?

Voto computado com sucesso!
VOCÊ É A FAVOR DO ABORTO
Total de votos:
SIM
NÃO