Oftalmologista da Secretaria de Saúde dá dicas de como prevenir doenças na visão

Oftalmologista da Secretaria de Saúde dá dicas de como prevenir doenças na visão

ANA LUIZA VINHOTE, DA AGÊNCIA BRASÍLIA | EDITOR: SAULO MORENO “As doenças visuais são silenciosas e só são descobertas quando já estão em um grau avançado, por isso é muito importante fazer esse acompanhamento. Às vezes, até o baixo rendimento escolar das crianças pode ter relação com a visão” Núbia Vanessa de Oliveira, Referência Técnica Distrital da Secretaria de Saúde O cuidado com a saúde dos olhos na rede pública começa ainda na sala de parto, quando é feito o primeiro exame oftalmológico após o nascimento do recém-nascido. Se for detectada alguma alteração, o bebê é avaliado por um especialista no assunto. Caso esteja tudo normal no nascimento, o ideal é que crianças, jovens, adultos e idosos se consultem uma vez por ano com um oftalmologista. O alerta é da Referência Técnica Distrital (RTD) da Secretaria de Saúde, a médica Núbia Vanessa de Oliveira. “Geralmente, as pessoas só procuram médicos – de maneira geral – quando acontece alguma coisa, ou seja, não fazem consultas de prevenção”, comenta a oftalmologista. “As doenças visuais são silenciosas e só são descobertas quando já estão em um grau avançado, por isso é muito importante fazer esse acompanhamento. Às vezes, até o baixo rendimento escolar das crianças pode ter relação com a visão”, pontua Núbia Vanessa. Segundo a especialista, as doenças mais comuns dos olhos são miopia, hipermetropia, astigmatismo, catarata, conjuntivite, glaucoma. “Há também as doenças sistémicas, por causa da diabetes, hipertensão, hematológicas ou por uso de remédio de uso de sistema nervoso central. Aqueles que têm casos na família também devem ficar atentos”, reforça. Especialistas alertam sobre a necessidade de diagnóstico médico para que o paciente não confunda possíveis problemas de saúde ocular com os efeitos climáticos da região | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A oftalmologista ressalta que todo tipo de remédio, inclusive colírio, deve ser utilizado sob prescrição médica. “É preciso um diagnóstico médico para ter certeza do que está acontecendo. O paciente pode achar que é secura e não ser. Já moramos numa cidade que faz com que a gente tenha uma deficiência da lágrima por causa da baixa umidade”, afirma. Aparelhos eletrônicos Devido a pandemia do novo coronavírus, muitas pessoas começaram a trabalhar em casa e as aulas de escolas e faculdades passaram a ser online. “Isso fez com que o uso do computador e do celular fosse mais constante, o que pode agravar ou aumentar casos de miopia, por exemplo. Muitos têm reclamado de dor de cabeça, olhos ‘cansados'”, conta Núbia Vanessa. “O ideal é parar um pouco para descansar a visão. A cada 20 minutos é necessário parar 20 segundos e olhar para um ponto fixo a pelo menos 20 metros de distância”, aconselha a médica. “Se você trabalha em um prédio, por exemplo, vá até a janela e mire na árvore ou carro que está distante. É como se fosse um exercício de musculação para os olhos, diminuindo a fadiga”. Leia também Novas cirurgias eletivas podem voltar na próxima semana Zerada a fila de pacientes de marca-passo do Base Atendimento Como todo atendimento na rede pública de saúde, a porta de entrada se dá pelas Unidades de Saúde Básicas (UBSs). De lá, o paciente será encaminhado para algum dos hospitais regionais que oferecem tratamentos oftalmológicos. São eles o da Asa Norte, Ceilândia, de Base, Gama, Guará, Materno Infantil, Paranoá, Sobradinho e Taguatinga.